Ambipar (AMBP3): da utopia ESG à implosão financeira
Como uma das maiores promessas do mercado de sustentabilidade no Brasil se transformou em um dos maiores colapsos corporativos da década. A utopia verde e o abismo da dívida Durante boa parte da última década, o termo ESG — sigla em inglês para Environmental, Social and Governance — tornou-se quase uma senha mágica no mercado financeiro global. Ele traduzia a ideia de que empresas comprometidas com boas práticas ambientais, sociais e de governança estariam mais bem preparadas para o futuro, menos sujeitas a riscos reputacionais e regulatórios, e, portanto, mais merecedoras de capital e prêmios de valuation. Esse movimento se intensificou após 2019, quando fundos de investimento e bancos passaram a vincular linhas de crédito e aportes à adoção de políticas “verdes”. No Brasil, em plena euforia de IPOs pós-pandemia, qualquer companhia capaz de se apresentar como protagonista de uma economia de baixo carbono recebia atenção imediata — e múltiplos generosos. Foi nesse ambiente que...